A Revolução Liberal de 1820

revolução liberal de 1820

As causas da Revolução Liberal de 1820

Embora as tropas francesas tivessem abandonado definitivamente Portugal em 1811, outros motivos surgiram para que a população portuguesa continuasse a viver num profundo descontentamento. As destruições que os franceses causaram deixaram o país empobrecido e desorganizado. A família real continuava a viver no Brasil, sem manifestar qualquer desejo de regressar, enquanto os ingleses se mantinham em Portugal, controlando o governo e o exército.

Por outro lado, as novas ideias políticas vindas de França ganhavam cada vez mais apoiantes entre as pessoas mais esclarecidas da sociedade portuguesa. Esses apoiantes passaram a chamar-se liberais.

Assim, o descontentamento da população e a difusão das ideias liberais criavam condições para que uma revolução liberal ocorresse em Portugal.

Uma revolução falhada

Uma primeira tentativa nesse sentido falhou em 1817, em Lisboa. As autoridades acusaram o general Gomes Freire de Andrade, o mais prestigiado oficial português da época, como principal responsável. Prenderam-no e enforcaram-no, juntamente com alguns dos implicados.

O Sinédrio

Apesar do sucedido, os liberais não desistiram e, no ano seguinte (1818), no Porto, formaram uma sociedade secreta – o Sinédrio – com o objetivo de preparar uma nova revolução liberal.

O juiz Manuel Fernandes Tomás chefiava esta sociedade, que reunia proprietários, comerciantes e juristas, aos quais se juntaram também altos oficiais do exército.

O triunfo da revolução

No dia 24 de agosto de 1820, no Porto, as tropas saíram para o Campo de Santo Ovídio e um dos generais revoltosos leu publicamente uma proclamação. Assim começou a Revolução Liberal de 1820.

Esta revolução ganhou de imediato o apoio da população da cidade e alastrou-se a Lisboa e a todo o país.

Com o triunfo da revolução, o general inglês William Beresford deixou de governar Portugal. Os liberais do Porto e de Lisboa criaram então um governo provisório, a Junta Provisional do Governo do Reino.

As Cortes Constituintes

Na sequência da revolução liberal, o governo provisório convocou eleições para as Cortes Constituintes.

As Cortes Constituintes constituíam uma assembleia que reunia deputados que os cidadãos elegiam, com a tarefa de redigir uma Constituição. Uma Constituição é um documento onde constam as leis fundamentais de um país. Nenhuma outra lei pode contrariar o que uma Constituição estabelece.

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